quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

A imigração...

Logo quando ainda estava em Guarulhos retirando as passagens, o cara da Iberia me disse que na Espanha eu deveria sair de um terminal e ir a outro, então perguntei se teria que passar pela imigração e ele disse que sim, então já comecei a ficar com medo aí mesmo, pois problema de brasileiros com a imigração espanhola são comuns.

Quando desci do avião já bati direto na imigração, antes disso eu já havia colocado a minha passagem Madri-Dublin dentro do passaporte, daí chegou a minha vez no guichê e lá vai eu todo bonzinho e educado, dei logo um “Bueno Dia”o cara nem olhou na minha cara, pegou meu passaporte e viu a passagem, ficou um tempão lendo ela (e eu pensando esse Mané vai arranjar algum motivo para me barrar), daí ele pegou a passagem e jogou para fora do Guichê, se eu não tivesse esperto tinha caído no chão, achei bem deseducado, mas dei aquela risadinha falsa, como se ele tivesse feito isso involuntariamente... Daí ele pegou meu passaporte e ficou consultando e consultando no computador, nessa hora tremi, porque fiquei pensando se ele poderia arranjar algum motivo para me segurar, mas ele só abriu uma página do meu passaporte, carimbou e jogou de novo pra fora, como ele não falou nada e meu passaporte já estava carimbado só peguei ele e me mandei pra frente...hahaha 

Já em Dublin fui mais nervoso ainda, mas logo que o cara pegou meu passaporte já perguntou se além de português eu falava também inglês e eu nervoso pra caramba disse “Very Weel” (muito bem) mas não hora já corrigir e disse Sorry, Very weel no, more or less (desculpe, muito bem não, mais ou menos). O cara disse que tudo bem e que ficasse calmo, pegou o meu passaporte e novamente ficou um tempão consultando no sistema, depois pegou a carta da minha escola que eu havia entregue junto com passaporte e consultou também, pegou a carta da acomodação deu lida rápida e falou para eu ir no endereço numa ficha que ele apontava com a mão e que tinha 1 mês para isso, e lá caso eu tivesse dúvidas pedisse para eles falarem comigo em português que eles falariam, no final perguntou se eu havia entendido o que ele havia me dito em inglês e eu disse que sim, e ele me desejou boa sorte e que aprendesse inglês rapidamente, achei muito educado e saí pulando de alegria.

Do lado de fora, o Samuel já me esperava, pegamos um onibus e 1 hora depois já estava no centro de Dublin procurando a casa onde estou.

No próximo post, vou contar que nos perdemos no centro de Dublin e como foi o primeiro dia aqui, tem bastante novidades.

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